domingo, 12 de julho de 2009

Prem Rawat em Israel


Por Dalit Fresco
Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009.

Dalit Fresco assistiu ao evento de dois dias com Maharaji, de fevereiro 2009, em Telavive. Mais tarde ela entrevistou as pessoas que prepararam o evento e o programa de seguimento. Aqui vai a sua estória:
10 de fevereiro. Um dia de tempestade, o que não é habitual em Israel , e ela causava grandes ondas naquele que costuma ser normalmente tranqüilo, o Mar Mediterrâneo. As árvores pareciam se curvar até o chão e um som estridente vinha de todas as janelas do meu hotel à beira-mar, à medida que nelas percutia um granizo pesado caindo durante a noite. Entretanto a chuva era bem-vinda após meses de seca.Camal e sua mulher, bem como oito amigos vindos de pequenos vilarejos da Palestina, esperavam para ver se os seus pedidos de autorização, para cruzarem a fronteira, seriam concedidos. Com a finalidade de assistirem a um evento de dois dias com Maharaji, em Telavive. Não é assim tão fácil para palestinos visitarem Israel; normalmente, na maioria das vezes, somente em casos médicos complicados ou com permissões para alguns trabalhos.Na manhã seguinte acordei com um dia quente e lindo de sol. Apenas se sentia uma leve brisa, um resquício daquela grande tempestade.Naquela tarde cerca de mil pessoas se juntavam no Smolarz Performing Arts Center, na universidade de Telavive, para um evento público com Maharaji. Carmal e sua mulher, mais os oito amigos, que estavam aprendendo acerca do Conhecimento , estavam entre eles. A atmosfera era de uma concentração antecipada e Maharaji foi saudado com umas calorosas boas vindas e aplausos.
Conversei com Françoise Florsheim, que tem ajudado por mais de 30 anos na propagação da mensagem de Maharaji em Israel,e fiz a ela algumas perguntas:
-O que tornou possível os 3 eventos do ano passado, depois de quase 20 anos da primeira visita de Maharaji a Israel?

- Bem, a segurança nacional tem sido sempre uma questão em Israel. Mesmo agora, apenas dois dias antes deste evento começar, foi alcançado um cessar fogo em Gaza.
Nós também temos observado uma mudança na sociedade israelita que, diferentemente do que acontecia no passado, quando ela estava principalmente preocupada consigo mesma, a nível de nação, agora as pessoas estão mais relaxadas podendo lidar com questões ligadas a si próprias como indivíduos. Duas coisas realmente fizeram uma grande diferença: a disponibilidade das ‘Chaves’ - uma série de DVDs que as pessoas tem a possibilidade de seguir se elas quiserem se preparar para aprender as técnicas do Conhecimento que Maharaji oferece – e as transmissões pela televisão dos discursos de Maharaji, que acontecem por todo o mundo. Estas duas componentes realmente fizeram com que todo o processo de aprendizagem ficasse mais simples, mais pessoal, mais “faça você mesmo no seu próprio ritmo”. De fato isto abriu o evento a um público muito mais amplo. Vemos muito mais pessoas respondendo a este contato com a mensagem de forma mais neutra, ficando realmente interessadas e procurando ver Maharaji ao vivo.
Também, até recentemente, a única opção para assistir aos eventos com Maharaji era viajando para o exterior. E isto sai caro (qualquer vôo pode custar o equivalente a um mês de salário) e uma penosa dificuldade. Assim, através dos anos, cada vez menos pessoas conseguiam viajar e estar em contato direto com Maharaji.
Para muitos outros, a sede ia crescendo, cada vez mais. E eles esperando com um grande anseio.
- O que aconteceu de especial, único, neste evento?
- O que se sentia logo antes do evento da primeira tarde era algo verdadeiramente mágico. Penso que foi aquela longa espera, a sede de ouvir, de passarmos algum tempo juntos.
Muitas das pessoas convidadas já estavam vendo Maharaji pela TV e, portanto, familiarizadas com a sua mensagem. Foi diferente do evento de abril passado, quando muitos convidados eram amigos ou parentes dos estudantes de Maharaji. Outras estavam vindo já pela segunda vez, para aprender mais. Portanto havia menos curiosidade e mais foco, e isto parecia permitir a Maharaji aprofundar mais a sua mensagem, sem ter necessidade de fazer um longo aquecimento prévio.
- O que as pessoas acharam deste evento?
- Nós temos quase 2000 pessoas na nossa agenda para correspondência. E usamos de todos os meios de comunicação: carta, email e telefonamos pessoalmente para que as pessoas saibam desta oportunidade. Nós também produzimos, na verdade é o canal de televisão que faz para a gente, um anúncio de 30 segundos com excertos do último evento, dando todos os detalhes para o público que assiste o PALAVRAS DE PAZ.
Sabemos que o canal de TV que transmite o PALAVRAS DE PAZ tem uma audiência de 100.000 espectadores diários. Seria muito difícil estes espectadores não se darem conta do anúncio. Agora mesmo, os responsáveis pelo canal estão interessado em colocar um trecho mais longo com Maharaji, para promoverem a sua própria programação.
Mas temos estórias únicas para contar, como a de um jovem árabe da cidade de Haifa, que está estudando Jornalismo para televisão em Telavive. Ele ouviu falar de Maharaji através de um seu parente que vive na Itália e começou a ver o PALAVRAS DE PAZ na televisão. Para o seu projeto de final de curso, ele teve a idéia de produzir um clipe noticioso anunciando a visita de Maharaji a Israel, sem saber que de fato isto estava acontecendo! Assim, quando ele mostrou o seu trabalho para os colegas de curso, um deles, que por acaso era um estudante de Maharaji, levantou-se e,com lágrimas nos olhos,disse: ”Você sabe que isto é verdade?”
Então lá eles estavam, o jovem estudante com toda a sua família. E agora chegou a hora de contar algo que ocorreu neste evento, pela primeira vez: um professor inglês, de origem árabe, ofereceu-se para vir lá da Austrália para fazer a tradução simultânea do inglês para o árabe, especificamente para satisfazer a necessidade da família Camal e de outras pessoas que falam árabe, que de outra forma não entenderiam a tradução para o hebraico.


- Conte-me acerca dos voluntários, estas pessoas que ajudam na organização do evento - três sessões em dois dias devem requerer bastante preparação?

- Sim, são necessárias muitas pessoas para ajudar, já que estes eventos são totalmente realizados por voluntários. No mês de abril passado tivemos bastante ajuda de voluntários vindos da Europa e, como foi um evento de quatro dias, a ajuda deles foi muito bem vinda. Entretanto, este ano, os voluntários locais realmente deram mais um passo em frente em termos de mais responsabilidades.
Nós investimos muito tempo durante os dois últimos anos construindo e desenvolvendo grupos locais que podem dar conta de todas as áreas – da inscrição à distribuição de materiais , aos audiovisuais e mais ainda.

Uma pessoa , que expressou os seus sinceros sentimentos em relação a Maharaji num evento anterior, disse não ter tido contato com ele nos últimos 30 anos e estava hesitante em retomar o seu envolvimento, principalmente porque agora ele tinha um negócio, tinha uma família e provavelmente também não tinha tempo para viajar e ouvir Maharaji falar. Maharaji então explicou todas as formas que ele poderia utilizar para manter o contato, desde o conforto do lar via internet, e que ele poderia seguir o seu coração sem ter que sacrificar as suas obrigações.
Esta pessoa tornou-se num voluntário como gerente da área do lobby durante o evento e quando tudo já estava pronto, um belo, tranquilo e muito convidativo cenário, com pequenas flores em cada mesa, ele então se apresentou ao responsável pelo evento, que depois o treinou para que da próxima vez ele esteja apto a supervisionar todo o lado técnico do decorrer do evento.
O fato de que hoje temos o SAM em Israel, que é quem está treinado em organizar e cuidar dos voluntários, também liberta os gerentes das diversas áreas para concentrarem-se em suas tarefas e ajuda para que a preparação e a participação durante o evento seja uma experiência ainda mais desfrutável. Estas pessoas querem continuar e estão entusiasmadas para prepararem um próximo.

- Quais são os planos, preparações para o próximo evento e qual a coisa impactante que já aconteceu que você quer sublinhar e ampliar?

- Nós realmente queremos tirar vantagem dos esforços que Maharaji pessoalmente está investindo nestas vindas. Aprendemos com os eventos anteriores que um encontro de seguimento não rende uma grande resposta de público. Portanto desta vez preparamos sacolas com embalagens de presente, contendo material de informação, que entregamos pessoalmente aos convidados a medida que iam saindo da sala. Havia uma mesa para informações e cerca de vinte pessoas levaram os DVDs para aprender mais e outros 22 registraram-se mais tarde via online para receber DVDs de nossa biblioteca, e isto continua.



Nós pretendemos realmente nos concentrar em fortalecer os nossos grupos, e os seminários sobre trabalho de grupo, onde alguns de nós tem participado durante anos, tem sido muito benéficos, bem como o treinamentos do SAM. O fato de termos a nossa própria sala alugada no centro de Telavive permite-nos ter continuamente encontro de grupos, sessões para as pessoas aprenderem as técnicas do Conhecimento, revisões de Conhecimento e tudo o mais. Tivemos um encontro recentemente no qual as pessoas simplesmente foram convidadas, fizeram um ‘brainstorm’ e escolheram as áreas em que queriam ajudar. Com bom ambiente, a resposta foi linda, sincera e compromissada.

Pessoas das pequenas comunidades por toda Israel, incluindo as do setor árabe, são muito compromissadas em continuar divulgando às outras as nossas transmissões de TV e nós estamos procurando levar estas transmissões a mais canais importantes.
Também procuramos por outros espaços, como o evento que fizemos no ano passado em um parque fora de Telavive, expandindo as possibilidades de eventos ao ar livre. Existem antigos anfiteatros em Israel, lindos parques e lugares naturalmente tranquilos que são acessíveis a partir de qualquer lugar de Israel.
Finalmente eu gostaria de compartilhar um email que recebi de um convidado que veio ver Maharaji pela primeira vez:
“Eu já tinha ouvido falar muitas vezes, durante a minha vida, acerca da importância da respiração. Estudei fisiologia, ioga, meditação, etc. Mas nunca de um ponto de vista como o de Maharaji. Apreciei em ouvi-lo falar e também apreciei o seu senso de humor.
Gostaria, certamente, de ter um jeito de sentir a paz interior e tranqüilidade, mais do que fugazes faíscas aqui e ali.”


Publicado no www.wopg.org

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Prem Rawat em Thousand Oaks

Por Ellen Kirschner
18 Junho 2009 08:20

Nuvens e o sol lançavam alternadamente sombras e luz sobre o pátio em frente ao Centro Cívico de Thousand Oaks, no dia 7 de junho, um domingo.

Onde uma multidão de cerca de mil pessoas aguardava um evento ao vivo com Prem Rawat (também conhecido por Maharaji), o primeiro desde o seu retorno aos Estados Unidos depois de ter feito uma tournée pelo Japão, China, Austrália e outras longínquas paragens do Oriente.
Alguns conversavam tranquilamente, outros reencontravam velhos amigos. Mas era evidente que estes reencontros não eram tão relevantes quanto o principal acontecimento do dia.
Depois de assistirem a um charmoso desenho animado acerca de um leão que julgava ser uma ovelha e a um documentário sobre o seu trabalho, intitulado “Um homem de Paixão”, Maharaji entrou no palco, sendo recebido por aplausos, saudações e por um mar de braços que ondulavam .

Ele iniciou comentando aquela expressão corriqueira que às vezes utilizamos: “Você não vai acreditar o que aconteceu comigo hoje”. Nós dizemos isto porque as outras pessoas não estavam lá, caso contrário elas ‘conheceriam’.
Ao que se seguiram sutis distinções entre crença e conhecimento, num crescendo – e o sincero desejo de Maharaji de que todos nós, em nossas vidas, ‘conheçamos’.

“Existem duas perguntas que toda pessoa se pergunta, uma vez ou outra. Quem sou eu? E por que estou aqui?”
Até que consigamos obter as respostas para estas questões nós não saberemos que a necessidade de paz é inata. E se nós não entendermos esta necessidade inata, também não chegaremos lá da maneira certa.

“Um bilhão de crenças não seguram uma vela para que alguém ‘conheça’”, ele continuou. “O que eu quero para todos, em vossas vidas, é que ‘conheçam’.

Nunca se desviando de seu tema original, ele encorajou os seus ouvintes para que cuidem do essencial na existência deles. ”Construam as torres de vocês com base na realidade, e elas nunca desmoronarão. Qual é o vosso alicerce básico? Nos vossos piores momentos, lembram-se do movimento (indo e vindo) da respiração? Se não, a vossa casa cairá.”
“Quando você experimenta paz, este é o triunfo de um ser humano”, ele disse, acrescentando, com um grande sorriso: “Muito profundo, hein?”

Publicado no www.wopg.org

terça-feira, 10 de março de 2009

NA ESTRADA PARA VER MAHARAJI, NA ÍNDIA E NO NEPAL.

Por Julian West, New Delhi
15 Março 2009 10:44

As estradas estão todas congestionadas, estamos a algumas milhas do centro de Nawada, no coração da rural Bihar. Os trailers, puxados por tratores, completamente lotados de homens e mulheres. Elas, vestidas com brilhantes sáris e com véus que cobrem suas cabeças. Eles, com seus turbantes brancos, rechonchudos, de típicos camponeses. Mini-vans, ônibus, caminhões e carros, todos eles estourando pelas costuras de passageiros, parecem formar um nó, bastante emaranhado, que vai crescendo à medida que mais veículos vão ali chegando.
Ao longe se vê um longo muro de lona e, mais longe ainda, uma grande tela LCD, turvada pela poeira e pela radiação que sobe do solo, provocada pelo calor. Os passageiros descem dos diversos tipos de veículos e vão se unir ao rio de gente que flui em direção a uma abertura existente naquele muro de lona: é a entrada.
Lá dentro uma grande multidão, que se estende até onde a vista pode alcançar, já está sentada. As pessoas, que ali foram chegando pela noite adentro, estão agora comprimidas, ombro contra ombro, corpo contra corpo, sobre cada metro quadrado de um imenso campo ainda não cultivado. Multidão na Índia pode ser grande, mas esta é enorme. Quase trezentas mil pessoas que se espremem ainda mais, conforme outras vão chegando. Todos estão de bom humor, rindo e conversando, esperando o programa. Ninguém se queixa.
De repente ouve-se um zumbido, ainda distante, de rotação de hélices. A multidão olha para cima: um helicóptero, com a sua fuselagem brilhando contra o sol, voando a baixa altitude. As pessoas se levantam para acenar, os olhos ofuscados por aquele brilho. Um urro de alegria sobe à medida que o helicóptero dá a volta sobre o campo e vai pousar atrás do palco. A música começa e o apresentador surge para dar as boas vindas para todos. A multidão sossega.
Iniciam os vídeos. Apesar da emoção, estão todos em silêncio.
Finalmente, recebido com estrondosos aplausos da multidão, Maharaji aparece no palco vestido com uma brilhante e branca kurtha. Ele também dá as boas vindas a todos, comenta sobre o tempo que está agradável e começa a falar.
“As pessoas rezam para Deus pedindo coisas que elas desejam: um filho, dinheiro ou um trabalho. As pessoas pedem as bênçãos de Deus para a satisfação de seus desejos. Mas agora mesmo Deus já te abençoou. A mão Dele está sobre a tua cabeça, pois a maior de todas as bênçãos é o ir e vir desta respiração, que te mantém vivo, sem fazeres esforço algum.”
Maharaji faz uso de exemplos que afinam muito bem com estes fazendeiros do interior. E a sua mensagem é simples e profunda: para ser preenchido, para descobrir este “diamante sem preço” na sua vida, encontre a paz dentro de você. Ele falou por cerca de uma hora a uma multidão extasiada. E de repente, não estava mais ali... Seguia no helicóptero em direção ao leste, para levar a sua mensagem ao longo da planície do Ganges, ainda mais dentro do coração da Índia rural. Durante toda a primavera e antes do puxado calor do verão indiano, Maharaji viajou através do norte da Índia e entrou na região do Himalaia, cobrindo mais de mil quilômetros, falando para quase um milhão de pessoas em oito diferentes lugares: da capital, Nova Delhi, até Ranchi, que fica no nordeste da Índia, e também em Katmandu, a capital do Nepal.
Algumas platéias eram gigantescas, como as de Nawada e Hardoi, no estado de Uttar Pradesh, onde cento e cinqüenta mil pessoas juntaram-se nos campos de trigo para escutá-lo. Outras eram menores, como em Mirzapur, que fica no sul de Varanasi, a conhecida cidade de peregrinação indiana, onde dez mil pessoas compareceram. Hoje em dia, como o próprio Maharaji diz, quando fala acerca de sua visão para o futuro, o que importa “não é se um evento é grande ou pequeno, mas que tenha sido feito com amor”.Por vários anos Maharaji disse que queria levar a sua mensagem para fora das cidades, para as aldeias onde vivem noventa por cento das populações asiáticas. Hoje, estas grandes e agradecidas platéias, que tem desfrutado de forma propriamente relaxada, são a prova do sucesso de sua visão. Ele brinca com as multidões que parecem apreciar o entendimento que Maharaji tem do modo de vida deles: a necessidade da chuva para molhar as plantações; dos políticos pedindo votos para as próximas eleições; do desejo de terem filhos. São pessoas simples e ele encoraja-os a serem simples.
Quando ele fala para públicos que já estão familiarizados com a sua mensagem, ele relaxa ainda mais e vai mais fundo, freqüentemente jogando com verdades estabelecidas ou com o que ele dissera anteriormente, mas de forma diferente. “Todo mundo sabe que existem gotas no oceano”, ele diz. “Mas quem é que sabe que o oceano existe numa gota? Quem é esta gota? É você! E o oceano? Está dentro de você”.
Algumas vezes ele oferece sábios conselhos: “Se você se disciplinar um pouco, tornará a sua vida mais simples. Acorde na hora certa, coma na hora certa, tenha um tempo para ir para dentro de você. Se você fizer assim, sua vida melhorará bastante. Então use o entendimento que você recebeu. Pratique um pouco de disciplina, para que a sua vida se torne preenchida”.
Sempre ele fala para as pessoas de forma direta. Para seus corações e suas vidas enquanto indivíduos. Compreendendo os seus problemas, espantando seus medos, oferecendo uma solução.