domingo, 20 de setembro de 2009

Evento em Santa Cruz, Califórnia


Por Ora Lee, tradução de Paulo Barata

Segunda-feira, 14 de setembro de 2009.
Em 1971, quando Maharaji chegou pela primeira vez nos Estados Unidos, alguns residentes de Santa Cruz convidaram-no para visitar aquela charmosa cidade à beira-mar. Mas ele foi para a vizinha, Carmel. Acerca de dois anos atrás, decidiram convidar Marahaji novamente. Procuraram locais adequados para o evento, enviaram um convite e ficaram esperando.
Ele quase foi em setembro de 2008, mas no último minuto não deu certo. A cidade escolhida, entretanto, foi San José. Compreendendo o desapontamento do grupo de Santa Cruz e também por causa de muitos serem idosos ou com problemas que os incapacitavam de viajar, Maharaji arranjou um ônibus com o fito de trazer 60 pessoas de Santa Cruz para San José. Essa consideração por parte de Maharaji os inspirou a renovarem seu compromisso e tentarem novamente.

Em vários locais começaram a ter reuniões semanais. E desta vez conseguiram um salão com capacidade para reunir 300 pessoas. Na segunda-feira, 24 de agosto de 2009, chegou a notícia de que Maharaji gostaria de ir, mas era necessário um salão maior.
No dia seguinte, terça-feira, encontraram o Civic Auditorium. Na quarta, ouviram as boas notícias que esperavam há muito tempo: “Isso foi maravilhoso. Maharaji amaria ir a Santa Cruz e estaria lá no dia 31 de agosto”.

Seria dali a cinco dias! Cinco dias para reunir as pessoas, organizar e instruir os voluntários sobre como preparar um evento, da melhor forma, para Maharaji e mais de dois mil convidados. Cinco dias para conseguir fundos para cobrir o evento (gratuito), convidar as pessoas, imprimir os tickets e providenciar uma miríade de pequenos detalhes.
Steve Booth, gerente de projeto, calmamente recordou o desafio assustador. “Todo mundo deu o passo em frente, sem hesitação ou dúvida. Esse evento nos uniu.”, Booth observou, “Isso nos permitiu participar de uma forma que não sabíamos mesmo de que éramos capazes. Se pudemos fazer isso com tão pouco tempo de aviso antecipado, nós podemos fazer qualquer coisa. Foi a mais bela experiência da minha vida”.


Não tendo nenhuma ideia de onde estava se metendo, Brianna Garcia corajosamente aceitou a função de aprendiz de gerente de ‘ushers’. “Eu fiquei extremamente sobrecarregada pela complexidade do serviço. Fiquei totalmente pelas tabelas. Quis me demitir, mas continuei porque todo mundo me tratava com muita dignidade, respeito e com um bocado de paciência. Eu sinto que é uma honra e um privilégio estar aqui.”


Depois de ajudar no lobby da segurança, na parte financeira e também nos tickets, Kenny Weiss concordou. "Tudo aconteceu suavemente e com muita qualidade. Ficamos todos bastante impressionados e estimulados por ele estar aqui. Se eu pudesse me sentir assim o tempo todo, nunca iria querer que isso terminasse. É uma maravilha."


Jeff Atkinson, o intermediário local, comentou: "Tudo se conjugou muito rapidamente. Foi impressionante ver o desenrolar da preparação. Eu ajudo a preparar eventos há 28 anos e nunca tinha trabalhado em um que se processasse tão suavemente. Todos cooperavam e se comunicavam. Até mesmo a direção do Civic Auditorium ficou impressionada”.


Antes de se darem conta, o evento já estava acontecendo. Uma das analogias feitas por Maharaji foi a de como seria receber 25.550 dólares. “Poderia parecer muito para alguém, mas se fosse tudo o que essa pessoa conseguisse ganhar pelo resto de sua vida, ela não iria muito longe”. Em seguida, explicou que, de acordo com os seus cálculos, 25.550 é o número de dias que uma pessoa completa ao viver 70 anos.


"Depois que eu me for", ele disse, " o sol continuará ainda a brilhar, os pássaros ainda cantarão, mas eu não estarei aqui para testemunhar, para desfrutar disso. Digo isso para você poder começar a enxergar a urgência, a preciosidade, o quão simples e o quanto é bonito. O que você quererá comprar com aquele dólar a cada dia? Eu? Eu quero comprar a mais verdadeira felicidade, a sinceridade que só um ser humano pode ter em relação ao infinito que reside dentro”. Se as conversas que decorreram em seguida servirem de indicação, essa analogia teve um grande impacto em muitos que estavam na plateia.


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sábado, 12 de setembro de 2009

Perguntas e Respostas com Prem Rawat em Tel Aviv


Em fevereiro de 2009, Prem Rawat falou para uma audiência em Tel Aviv, Israel, onde respondeu a perguntas e expressões.

P: Olá. Já acabei a quinta chave de preparação para o Conhecimento. Estou muito entusiasmado, antecipadamente. E adoro ouvir as suas estórias. Você me faz rir bastante. Minha questão é: tenho uma maneira muito científica de pensar. Tenho que saber, tenho que entender. E sinto que não estou compreendendo tudo.
R: Bem, quando você ouve o que ouve, o que você sente dentro de você? Sente-se bem? Sente-se feliz?

P: Mas eu não compreendo.
R: Tudo o que você tem a fazer é compreender isto: sinta essa alegria, sinta essa felicidade. Algo dentro de você está respondendo. Não se trata de uma experiência científica ou de provar uma hipótese. Trata-se de sentir.Todos nós começamos a partir de alguns fundamentos simples. Éramos capazes de ter uma necessidade e de expressar essa mesma necessidade. De alguma forma, nós pensamos que isso seja insignificante. Tornamo-nos muito analíticos, porque é o que o mundo nos diz para fazer: “É deste modo. É deste modo. É deste modo”.
Então, chegamos a um ponto de nossa vida em que toda essa análise já não irá funcionar. Quando as pessoas ficam mais velhas, elas dizem: “Não vejo mais as coisas como estava acostumado a ver”. Devagar, devagar, você chega a um ponto em que a análise não vai lhe ajudar.
O mundo vem analisando. Mas qual foi o resultado disso, dessa análise? Com toda a tecnologia que nós temos, as necessidades fundamentais das pessoais não foram satisfeitas. Simples necessidades. Não existe falta de comida e não existe falta de água, mas elas não estão chegando a todas as pessoas que necessitam delas.
Então, não descarte a sua habilidade de sentir, mesmo que ela não seja uma fórmula. Como ser humano, você tem duas partes: a cabeça e o coração. Se você só vive para uma e esquece da outra, estará vivendo pela metade. E tem que saber que o coração é tão importante quanto a cabeça. Compreender é importante, assim como aceitar também é – aceitar a alegria em sua vida.

P: Quero agradecer a você , da parte mais profunda do meu coração, porque você me salvou da escuridão, da dor. Mesmo com tudo o que pode acontecer por aqui, com mísseis caindo, sinto paz dentro de mim, sinto este amor, tudo por causa deste grande presente do Conhecimento que você me deu. Então, muito obrigado.
R: Bem, mísseis caindo é uma coisa apavorante, mas mesmo nesses momentos você é um ser humano. De vez em quando as pessoas me dizem, “Eu perdi tudo”, e eu quero dizer a elas, “Não, não perdeu. Enquanto você tiver essa respiração vindo até você, você não perdeu tudo. Você ainda tem alguma coisa”.
E essa alguma coisa que você tem é muito poderosa. A vida é uma coisa muito poderosa. Siga com a sua vida, porque a vida é uma coisa poderosa. Eu não estou dizendo que você deva se tornar impermeável à dor. A dor, você vai sentir. O amor é assim, se não houvesse amor, você não sentiria também a dor. Se alguma coisa acontece a alguém que você ame, você vai sentir dor. Mas a preciosidade de ter amado alguém, mesmo que só por um dia, pode trazer uma alegria que é maior que a dor de cem anos de separação. Sim, a dor existe. A ideia é não perder a sua integridade – não perder o valor, o significado do vaivém da respiração. Nisso, você encontra conforto. Como eu digo frequentemente, o propósito do Conhecimento não é o de fazer parar a chuva, mas o de ter um guarda-chuva para não se molhar.

P: Estive vendo seus vídeos por um tempo, e eles me deixaram bem. Quando apresento para alguns de meus amigos o Palavras de Paz, eles me perguntam: “Por que é que eu não posso receber esse Conhecimento agora mesmo?” O que é que eu deveria responder a eles?
R: O que o Conhecimento traz para você, já está dentro de você. Portanto nada tem que ser criado, mas é preciso ocorrer um processo de entendimento. E esse entendimento só pode acontecer no seu próprio tempo. Se você quer colocar água num jarro que está cheio, a água que já está nele tem que sair. Caso contrário, vai apenas transbordar. Toda vez que você entende algo, tem que deixar a ignorância sair, e não é fácil. Deixar que o seu modo de julgar seja abalado, não é fácil.
Portanto, quando o processo de entendimento tiver o seu lugar, então um dia você terá o Conhecimento. A melhor parte é que aquilo que você está procurando já está dentro de você. Aceitar isso é a parte mais difícil.
Todo agricultor gostaria de semear as sementes e ter a colheita no mesmo instante, porque assim não precisaria esperar ou especular. Não teria que fazer isto e aquilo. O Conhecimento também é assim. Existe um processo de plantar a semente. Ela brotará quando tiver que brotar. Não é uma questão de desejar, “Oh, eu quero que ela brote agora mesmo”. Isso seria ótimo, mas não é assim que funciona.

P: Quando a vida nos lança tantos desafios e decisões a serem tomadas – algumas críticas, outras, nem tanto –, como é que sabemos qual seguir? Devemos olhar o nosso coração ou usar a nossa mente para nos dizer o que é o certo e o que é o errado?
R: Bem, essa é uma pergunta muito boa. Em primeiro lugar, nós temos que entender algo em nossa vida. Coisas más acontecem. Algumas vezes as coisas ficam realmente ruins e nós pensamos, “Por que é que isto está acontecendo comigo?” Uma decisão acerca de qual caminho seguir pode ser melhor tomada por uma pessoa que está calma e inteira, não por uma pessoa em pânico ou que faça uma escolha aleatória: “Ok, vamos jogar uma moeda.”
O que é tranquilidade? Imagine um lago onde você está vendo o seu reflexo. Se você jogar nele uma pedra, verá pequenas ondulações, mas não verá mais a sua imagem. As ondulações estão lá, mas seu reflexo foi-se. Quando o lago se tornar tranquilo, o reflexo voltará. Você tem que estar tranquilo para ver como o lago é realmente.
Ir para dentro, ficar tranquilo é a melhor coisa que você pode fazer para permanecer numa posição neutra para olhar a cena toda e não apenas um punhado de ondulações. Quando nós ficamos confusos ou apressados, perdemos a prioridade do que é importante. Eu vi uma mãe, num shopping movimentado, carregando sacolas e seu filho estava chorando, “Mamãe, me ajude”. E você sabe que a mãe está frustrada: “ Se eu largo minhas sacolas de compras, alguém pode roubá-las”. Sim, mas se alguém rouba o seu filho , será muito pior. Qual é a sua prioridade?
Então, nesta vida, qual é a sua prioridade? Não importa qual seja o problema, o importante é estar calmo. A tranquilidade não vem da cabeça. Ela vem somente de um lugar — de dentro de você. A cabeça não pode nunca ficar tranquila. Ela fará você ficar maluco – como uma bola de pingue-pongue. A cabeça é muito boa no tumulto. E o coração é muito bom na tranquilidade. Então parta do coração, depois decida.



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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Evento em Belgrado, Servia






28 de julho de 2009 – Belgrado
By Anna Welsing and Lučka Koščak ,tradução de Paulo Barata
Aqui em Belgrado, nesta cidade que fazia parte da Republica Federal Socialista da Iugoslávia, muitas pessoas tiveram a chance de ouvir Maharaji pela primeira vez. Belgrado é atualmente a capital da Sérvia, com dois milhões de habitantes, e fica na confluência do rio Sava com o Danúbio. O cenário do evento: o anfiteatro de 400 lugares do Sava Center, que está ao lado do Hotel Continental Beograd – ambos ícones da Belgrado moderna.
Os alicerces para consolidar este tão esperado acontecimento foram estabelecidos durante o evento de Varsóvia, Polônia, durante o verão de 2008; quando pessoas de diversos países da Europa Central e do Leste falaram com Maharaji acerca do desejo que tinham de tornar acessível a mensagem de paz de Maharaji às pessoas de seus respectivos países. Este evento é um resultado direto daquela conversação. Nem todos os estudantes da Europa do Leste e da Europa Central puderam vir desta vez, devido a uma variedade de restrições para viajar a que estão sujeitos, mas foi um maravilhoso começo. Eu me lembro das palavras de Maharaji em Varsóvia, um ano atrás: “Sim, um dia haverá um programa naqueles lugares ( Europa do Leste) e será maravilhoso. Se as pessoas não podem viajar, eu irei até elas”. E ele cumpriu.
NOS BASTIDORES
Predrag Bata Ristanovic, o elo de ligação para este evento, assim descreveu a cena:“A partir da confirmação do evento, tivemos apenas dois dias para trabalharmos e prepararmos tudo a tempo. Os gerentes do Sava Center ficaram totalmente espantados quando os informamos que necessitávamos urgentemente de um local para uma conferencia internacional daqui a dois dias! Quando o carro que vinha de Munique com os materiais da produção se atrasou, nós improvisamos imediatamente para conseguirmos cabos e outros materiais audiovisuais, em diferentes pontos de Belgrado. Também houve problemas com o controle da temperatura na sala, que ficaram resolvidos um pouco antes do evento começar. Realmente, de algum modo, nós gerimos tudo – foi uma correria, mas não chegou a ser frenética! E tivemos o apoio do time de eventos da Eslovenia, que veio nos ajudar.”
Nenad Novkovic, o gerente deste evento, parecia atarantado com a quantidade de detalhes que necessitavam de sua atenção. Radiante, ele me falou das chamadas telefônicas que fez para mais de duzentos convidados. Quando se soube que Maharaji não poderia vir também a Saravejo, ele mandou requisitar alguns ônibus para aqueles que quisessem vir da Bósnia. No final, mais de 350 pessoas vieram para o evento, de toda ex-Iugoslávia, juntando-se alguns poucos da Inglaterra, Suíça, Holanda e até mesmo uma pessoa do Japão. Portanto, foi verdadeiramente um evento internacional.
Quando Maharaji subiu ao palco, nesta sua primeira visita a esta região rasgada pela guerra, os assistentes responderam com um desinibido entusiasmo. Mirjana, a MC do evento, mais tarde disse: “Maharaji nunca esteve aqui antes, e a maioria dos habitantes desta região não podia viajar para outros países devido às guerras que se fizeram aqui por mais de dez anos. Muitos há anos não o viam, e outros nunca o tinham visto pessoalmente. Aqui, as pessoas estão famintas de paz.
Maharaji fala
Maharaji começou o seu discurso observando que para a maioria das pessoas "a lista de problemas cresce, mas a lista das coisas pelas quais deveríamos estar gratos, não. No final do dia temos uma longa lista de tudo o que está errado e uma pequeníssima lista de tudo o que é bom, de tudo que é bonito. Ficamos aprisionados em nossos conceitos e idéias sobre aquilo que é importante para nós. Nós dizemos 'Eu não tenho tempo para isto. Tenho outras responsabilidades.'"
Mais a frente, ele sublinhou esta peculiar situação de um ser humano. "Nesta Terra, onde você existe, o anfitrião é o divino e você é o convidado”, ele disse, “e neste corpo, você é o anfitrião e o divino é o convidado". Mostrando o quanto isto é lindo, ele continuou: "Existe uma tremenda responsabilidade decorrente em se ser um convidado e um anfitrião. Sendo o convidado, cuidado para não estragar qualquer coisa que pertença ao anfitrião e, em qualquer oportunidade, agradecer ao anfitrião por permitir que você seja o convidado. Agora invertendo: quando você se torna o anfitrião, que você garanta, absolutamente garanta, que o convidado esteja sendo bem tratado, reconhecido, e que ele esteja confortável, de todas as maneiras".
Neste evento, o quinquagésimo sexto deste ano, ele falou por quase uma hora, partilhando conosco a sua perspectiva única; algumas vezes provocando o riso, em outras o silêncio, algumas vezes provocando suaves lágrimas e aplausos em outras.
Depois do evento
Depois do evento, muitas pessoas com quem falamos achavam que as palavras eram insuficientes para expressar o que queriam dizer. Nena Marukic, do time do evento de Lubliana, estava admirada como o evento resultou tão bem. “Eu não sou o tipo de pessoa que chora facilmente, mas quando Maharaji apareceu no palco, me vieram lágrimas de felicidade. Um sentimento especial, que só Maharaji é capaz de despertar em mim.”
Stojan, conhecido na intimidade por “Lucky”, se expressou: “Este primeiro evento de Maharaji no meu país, é como a primeira vez em que eu descobri a paz dentro de mim. Hoje, meu coração poderia escrever uma novela, uma canção, um poema, uma comédia, uma estória sobre este sentimento.”


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Evento em Cheltenham, Inglaterra





EVENTO DE CHELTENHAM, INGLATERRA.
30/7/2009
Por Lisa Rossetti, tradução de Paulo Barata


O "Centauro", no Hipódromo de Prestbury, é o cenário ideal para Maharaji cumprir o seu quinquagésimo quarto evento deste ano. A pista de corrida de cavalos está cercada de colinas, que se sucedem suavemente sobre belos vales cobertos por florestas.
Esta parte do mundo é conhecida como "O coração da Inglaterra".

"Centauro" é o espaço multifuncional mais prestigiado da Inglaterra, inaugurado neste milênio. Nele, há um saguão de entrada e um auditório de arquitetura ultra moderna ( "state-of- the-art")
Os organizadores do evento fizeram um tremendo esforço na sua preparação, com o propósito de que cada ouvinte tenha uma experiência direta e perfeitamente integrada consigo mesmo.

As reservas de lugares esgotaram-se poucas horas após a divulgação do evento. Espera-se o comparecimento de mais de 2100 pessoas.

À medida que os carros e ônibus iam chegando ao hipódromo, as pessoas iam-se juntando do lado de fora, aproveitando para aquecer-se ao sol , num bate-papo tranquilo. Cercados no padoque de luxuriante gramado, os pôneis, brancos e castanhos, trotam de um lado para o outro. Uma leve brisa balança os ramos das árvores. Lá no alto, o céu está cheio de nuvens brancas e fofas. É um típico dia de verão na Inglaterra.

As portas se abrem e o saguão de entrada do "Centauro" começa a se encher de gente. Alguns são jovens, outros velhos, já bem frágeis devido à idade. Nestes reconhece-se a coragem de terem vindo ouvir Maharaji, talvez após longas viagens . O auditório está cheio " até ao teto ''. No palco, um painel alaranjado, levemente iluminado, onde se pode ler ' Palavras de Paz'. O ambiente é tranquilo e sente-se uma certa expectativa.

O ritmo vivo e bem marcado da música tema do vídeo Palavras de Paz abre o evento. Em seguida relaxamos para assistir a 'Um homem de paixão', documentário sobre o trabalho e a vida de Maharaji. Então, subitamente aplausos de alegria irrompem num crescendo, à medida que Maharaji entra no palco. "Se o que eu tenho a dizer para você puder simplificar, mesmo só um pouquinho, a sua vida, isto me faria muito feliz. A sua vida, a sua existência, este presente que lhe foi oferecido,é tudo tão simples, a respiração que chega até você, que deixa você e torna a voltar novamente. A questão é: como é que ela (a vida) se torna tão complicada?"


Em seguida Maharaji descreve as dificuldades e as distrações com que as pessoas se deparam em suas vidas, lembrando quão facilmente a simplicidade da vida é perdida.
Maharaji parece falar sem esforço nenhum, a partir de seu coração, abrangendo as diversas facetas da experiência humana - desde os anseios do homem primitivo em conhecer o propósito da vida até a atual crise econômica. Este "castelo de cartas " acabou por se desmontar para muitos que acreditavam ter alcançado o sucesso. Entretant, Maharaji tem outra perspectiva sobre o que é o sucesso na vida. "O dia em que o seu coração se encher de gratidão", ele diz, "é o dia em que você será bem sucedido. Este é o verdadeiro sucesso".


Depois de falar por mais de uma hora, Maharaji deixa o palco ao mesmo tempo que um leque de braços e mãos acenam adeus para ele. O auditório está em completa quietude e uma alegria simples e delicada inunda o ar.


Mais tarde, no saguão de entrada, eu pergunto a alguns dos que assistiram ao evento como foi para eles a experiência desta noite.

Kathy viajou de Londres até aqui. "Nada me toca tanto quanto as palavras de Maharaji. Tudo em sua mensagem é importante. Se alguém estiver procurando por paz em sua vida, o que ele tem para oferecer funciona realmente".

Jo, que vive perto de Harrogate, compartilha: "Essa não é uma filosofia interessante. O que ele oferece é extraordinariamente importante na minha vida. Maharaji ensinou-me a conhecer, por mim mesma, alguma coisa. Não se trata apenas de acreditar".

É novamente hora de voltarmos para casa. Fico tocada com a visão dos rostos serenos, ali naquela multidão. Estão indo embora, cada um guardando na memória este maravilhoso evento.


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Evento de Glasgow



Por Lisa Rosseti, tradução de Paulo Barata.


16 de julho de 2009. Maharaji foi convidado a falar no Clyde Auditorium, em Glasgow. Este teatro, com sua arquitetura ultra-moderna, é apelidado de “Armadillo”(tatu) devido ao seu peculiar projeto arquitetônico, e é um ponto de referência cultural nesta zona histórica, recentemente recuperada junto ao Clydeport.


Esta noite aproximadamente mil e duzentas pessoas vão estar aqui reunidas para ver Maharaji e ouvir a sua mensagem.
Marian Reid, da vizinha Edimburgo, faz parte do time local de voluntários que preparou a visita de Maharaji. O seu papel, como responsável pelo evento, foi o de assegurar que fosse o melhor possível para todos. São muitos os que vieram da Grã-Bretanha, Irlanda e Europa continental para vê-lo e ouvi-lo.


“Trata-se verdadeiramente de um privilégio recebermos e ouvirmos Maharaji aqui em Glasgow. Eu sempre desejei que ele retornasse à Escócia”, diz Marian. “Pode ser um experiência transformadora em nossas vidas”, acrescentou.
O auditório está lotado e a atmosfera que o envolve, serena. No ar um sentimento de antecipada quietude.


Liz, a mestre de cerimônias desta noite, saúda Maharaji com calorosas boas-vindas. Nota-se o seu suave e amável sotaque escocês: “Ceud Mille Failte” (‘cem mil boas-vindas’, em gaélico).
O evento começa com um desenho animado, uma fábula denominada O Fazendeiro e o Tesouro Enterrado , seguido de um belo vídeo, uma sessão de perguntas e respostas, no qual Maharaji conversa com as pessoas que estão se preparando para o Conhecimento. Sua bondade e clareza são evidentes; as pessoas a quem Maharaji responde ficam visivelmente tocadas.

Em seguida, Maharaji entra tranquilamente no palco e se senta. O público se põe de pé, ouvem-se saudações e aplausos, manifestações de alegria. A sala volta a ficar em silêncio enquanto Maharaji fala por cerca de uma hora.
Ele diz que o que cada pessoa procura é exatamente o mesmo para qualquer ser humano, até mesmo para o homem de Neandertal que um dia se perguntou “Quem sou eu?”. Existem muitos livros, sites e informação em que se discute essa questão, mas nenhum deles apresenta respostas. Só filosofia. “Eu acredito no ‘conhecer’, diz Maharaji.
Ele então fala sobre a beleza do planeta Terra - um presente para todos os seres humanos- o planeta mais bonito do universo. Já é tempo, ele diz, de começarmos a aprender a como viver uns com os outros.


Maharaji abandona o palco em meio a calorosos aplausos. Ele acena mais uma vez do fundo do palco. A mestre de cerimônia agradece com sinceridade e encerra com esta frase gáelica: “Haste ye back, Maharaji”. (Até a volta, Maharaji)


Frank Fallows veio de Bradford para assistir a este evento. Perguntei-lhe como foi sua experiência desta noite. “Maharaji sempre me impressiona. Depois de 35 anos ouvindo a sua mensagem, ela é sempre nova e continua a crescer. Ele para mim é um amigo querido e nunca me deixa em maus lençóis. Quero lhe dizer obrigado pelo seu amor e cuidado comigo. Estou muito agradecido, muito agradecido". Sandy Damon, uma excelente artista e pintora de Londres, sintetiza a importância da mensagem de Maharaji para ela. “Esta vida é tão preciosa e nós não temos tempo a perder. Se você quiser conhecer aquelas respostas, ele é a pessoa certa a quem perguntar. A pessoa que pode mostrar-lhe o que é a bondade, que pode realmente lhe ensinar.
À medida que vamos saindo do auditório, luzes cintilam na arcada de entrada do prédio. Pontes iluminadas e holofotes nas margens , lançam reflexos luminosos e multicoloridos nas águas escuras do rio Clyde .


Mais uma vez fico com o sentimento de que Maharaji tocou muitas vidas e corações.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Evento em Atenas



Por Lisa Rossetti , tradução de Paulo Barata.
11 de julho de 2009. Estou no centro de Atenas. As ruas estreitas e sinuosas estão entupidas de turistas, lambretas, táxis de cor amarela e carros. No meio disto tudo eu vejo de relance uma antiga abóbada de mármore ancorada no centro da cidade. Ao longe, uma pequena igreja toda branca, junto a uma encosta, brilha no meio da poluição e do calor. Grupos de árvores brancas ornamentam as calçadas. Blocos de edifícios de apartamentos, com os telhados repletos de antenas parabólicas misturadas com as tradicionais antenas de TV. Esta linda e antiga cidade parece estar lutando para acompanhar o ritmo e as necessidades do século 21. Muita poluição, muito tráfego.

Depois, à tarde, eu pego um táxi que me leva ao Centro Cultural THEATRON, recentemente construído, que tem um espaçoso saguão, todo de mármore e vidro. Lá dentro, no auditório, a preparação do evento está no bom caminho: os microfones e a iluminação estão sendo testados, os cabos dos aparelhos audiovisuais desbobinados e as câmeras posicionadas. A apresentação de Prem Rawat vai ser gravada e a sua mensagem será enviada para todo o mundo, via sites e DVDs. Voluntários de toda a Grécia ajudam na preparação do evento.

12 de julho: O dia do evento. No saguão do teatro vão chegando os que vieram ver Maharaji, num fluxo lento e constante. Nikos Dimitriadis, o relações públicas, me diz: “Eu desfruto dos benefícios do Conhecimento na minha vida e quero ajudar Maharaji a propagar a mensagem destes benefícios. Ele tem uma abordagem muito especial para se sentir paz. Você tem que experimentá-la, ao invés de filosofar sobre ela”.

18 h: O evento está começando e todos os lugares estão ocupados. Um silêncio absoluto no auditório. Após a exibição do vídeo introdutório ‘Preenchimento’, Maharaji aparece no palco e todos parecem vibrar de entusiasmo. Ele fala durante cerca de uma hora, - ‘não ensaiado’ -, mas vindo do seu coração. Para alguns, esta é a primeira vez que veem e ouvem Marahaji falar ao vivo, outros já o acompanham por vários anos. Alguns na plateia se levantam quando Maharaji deixa o palco. Batem palmas e depois acenam. Outros gritam ‘obrigado’ e podemos observar os que continuam sentados, saboreando o momento.

Um murmúrio de vozes, uma jovem corre para saudar os seus amigos, um par deixa a sala devagarzinho, mão na mão, dois amigos sentem a necessidade de se abraçar, um homem está sentado absorvendo aquele momento.

Então converso com a Vlasta, que veio da Slovenia para ouvir esta mensagem. “O que você aprendeu esta tarde?”, pergunto eu. Ela responde: “Maharaji falou do ticket para o Maior Show da Terra. Eu sei que se trata do show da minha vida. Sei que estou sempre na primeira fila. É o meu teatro particular, onde não preciso fazer a fila! Eu tenho aprendido como é importante a minha vida, cada momento dela. E sou feliz em poder ser uma estudante desta vida, e continuarei aprendendo.

Agora as últimas pessoas deixam o Centro Cultural THEATRON para trás, preparando-se para suas viagens de volta pra casa. Está escuro. Uma chuva fina cai em Atenas - para finalmente refrescar as ruas ressequidas. A cidade parece limpa e fresca. E Maharaji está a caminho de outra cidade, de outro país, de outro continente.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Você Quer Fazer Algo Divertido?


... então traga Paz a este mundo, disse Prem Rawat a um público de distintos convidados, no dia 3 de julho, na antiga cidade serrana de POTENZA, situada no sul da Itália, onde foi novamente condecorado como ‘Embaixador da Paz’.

“Se você quer Paz, prepare-se para a Paz”.

Com um poderoso e abrangente discurso, Prem Rawat, que havia sido convidado pela prefeitura da região de Basilicata como integrante de um movimento para que Potenza se torne num centro de cultura e paz, também colocou a questão: “Não é o tempo de começarmos a cuidar uns dos outros?”

E frisou que “soldados que vão para a guerra com uma arma na mão são aqueles que mais querem a paz”.

O dia amanheceu nublado e chuvoso, mas lá pela tarde o céu, por cima dos montes rochosos e das ruas ventosas da cidade, cujas origens remontam a 400 anos antes de Cristo, era de um azul profundo.
Um pouco antes das oito e meia da noite, uma porta lateral no auditório do Conservatório de Música, no centro da cidade, foi aberta e Prem Rawat, também conhecido por Maharaji, rapidamente por ela passou acompanhado do Senador vitalício e presidente daquela região italiana, Emilio Colombo, e mais um grupo de dirigentes locais.
Mas logo depois da confusão feita pelos convidados, que batalhavam por acharem os seus lugares, e outros se espremendo pelos corredores, é que todo mundo reparou em Maharaji e no seu séquito, e então irromperam em aplausos.
Maharaji parecia completamente imperturbável diante do tropel de câmeras de televisão, jornalistas e paparazzi.
Oferecendo o braço ao seu amigo (o Presidente Colombo), ajudou o companheiro mais velho e frágil, este antigo senador, a descer os degraus da escada que os levava até a primeira fila, onde se sentaram lado a lado.

Quando os aproximadamente 500 convidados fizeram silêncio (entre eles estavam representantes das províncias vizinhas, líderes empresariais, estudantes do Conservatório de Música e amigos dos palestrantes) o apresentador, Renato Cantore, editor chefe regional da rede nacional de televisão, anunciou o programa da noite.

Este evento público foi transmitido repetidamente durante quase uma semana pela TV comunitária “LA NUOVA”.
O evento começou com um concerto para piano e flauta executado pelo brilhante pianista Fabio Silvestre e pelo flautista Antonio Ferrara, ambos graduados pelo Conservatório onde tudo estava acontecendo.
Em seguida o governador Filippo falou de como as instituições políticas precisam assegurar a liderança no alcance da paz e da liberdade para as pessoas deste planeta.
Dando as boas-vindas, ele expressou a esperança depositada em Maharaji: que ele os levasse “a um nível mais alto de pensamento, para além das nossas dificuldades”.
“É sabido que os tratados por si só são insuficientes para se estabelecer a paz duradoura“, ele prosseguiu. “Acredito profundamente que, embutida em nossas almas, existe a fundação mais sólida para trazer a paz“.
“Esta noite uma importante semente será plantada, que iremos cultivar. Porque este é um lugar de paz”.
Finalmente, o Presidente Colombo, que nasceu ali em Potenza, expressou a sua felicidade em receber Maharaji, “um missionário da paz”, na sua cidade natal.
Seguiu falando das suas memórias da Segunda Guerra Mundial, na Itália, e de como a União Européia foi inicialmente criada a fim de se evitar uma futura guerra. E recontando uma das citações de Maharaji, ele disse: “Se vocês querem paz, preparem-se para a paz”.
Maharaji então apareceu para falar. Agradecendo aos dirigentes presentes por o terem convidado, ele disse que se sentia contente por estar entre amigos. Em seguida iniciou falando do universo e como a tecnologia tem provado que não existe outra vida lá fora que irá nos ajudar. “Não é tempo - perguntou - “de começarmos a cuidar uns dos outros? “

Continuando, afirmou: “existem somente dois tipos de pessoas neste mundo: aqueles que já se perguntaram a si próprios as seguintes questões: ‘Quem sou eu?’ e ‘O que é que estou fazendo aqui?’ e aqueles que em algum ponto de suas vidas farão estas mesmas perguntas”.
Embora, ele disse, toda a tecnologia e todos os livros ainda não sejam capazes de responder a estas questões.
Voltando ao tema da paz ele frisou que “os soldados que vão para a guerra com uma arma na mão são aqueles que mais querem a paz”.
Aludindo à população mundial, acrescentou que ele não tem apenas um milhão, mas sete bilhões de razões para a paz.

Inclinando-se para frente e olhando diretamente para o público, então perguntou:” Sabem vocês qual é a definição para paz?” E voltando-se para cada lado da sala: “Vocês sabem?” - ele repetiu - “ Vocês sabem?”.

Em meio ao silêncio reinante ele então respondeu: “Paz é um sentimento e eu tenho uma definição para o que ela é: paz é o perfume de Deus, de Deus. E vocês sabem ao que se parece?“ Inclinou a cabeça ligeiramente, olhando para a frente . “Parece divino!”

Frisando que nem a tecnologia nem a educação trariam a paz, ele disse que “cabe às pessoas trazerem a paz”.

Dirigindo-se a pessoas de todas as idades que estavam na platéia, começando pelos mais jovens, ele perguntou: “Vocês querem fazer algo realmente legal? E eu digo realmente legal. Querem fazer algo que é divertido de se fazer?” Fez uma pausa. “Tragam paz a este mundo!”

Comparando o planeta Terra a um barco à deriva no oceano do universo, ele prosseguiu: “Temos que seguir em frente. Numa situação de sobrevivência, os ocupantes do barco deixam de lado as atitudes inconseqüentes e focam as suas energias no que, coletivamente, seja necessário para conduzir o barco em segurança”.

“Se soluções são trazidas à mesa, ótimo; qualquer coisa é bem-vinda, porque nós necessitamos de toda a ajuda que pudermos obter. Diferenças de opinião devem ser a nossa força”.

“Se a tecnologia oferecer uma solução, que seja bem-vinda. Se a religião oferecer uma solução, que seja bem-vinda”.

“É tempo de nos unirmos, porque quando você está à deriva num barco no oceano, cada gota de chuva torna-se preciosa.”. “Se você quer se divertir, se você quer fazer algo realmente legal, como as crianças dizem, então ajude a trazer a paz para esta Terra, porque este é o tempo.”

Citando o verso de John Lennon, ‘Dê uma chance à paz’, Maharaji afirmou que embora os políticos devam tentar conseguir a paz, o trabalho começa aqui: e apontou para o seu coração.


Ele terminou o seu discurso de 40 minutos agradecendo ao Prefeito e aos dirigentes da cidade, bem como a todos os convidados. O público levantou-se para aplaudi-lo de pé.


Num gesto final de reconhecimento, o Prefeito e várias autoridades locais presentearam Maharaji com um broche e com uma placa comemorativa honrando-o como ‘Embaixador da Paz’. Uma destas autoridades, um jovem, beijou Maharaji na face, deixando-o levemente surpreso.

Mais tarde, as pessoas, que viram Maharaji pela primeira vez, disseram o quanto ficaram impressionadas com algumas das coisas que ele afirmara. Em particular , ‘Paz é o Perfume de Deus’. Um outro convidado disse que ‘ O jeito dele falar é fácil de entender e toca-me profundamente’.


Esta é uma produção de WWNP.
Créditos para Jan Buchalter e Gainor Yvette Thomas.